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Comunicação do Agente Público: como deve ser?

Comunicação do Agente Público: como deve ser? Reprodução: Google

A palavra do momento é resultado! É o que buscam as empresas privadas, é o que a sociedade espera da administração pública, e, consequentemente o esperado de cada agente público. Mas veja bem, os resultados de uma pessoa dependem muito da sua capacidade de comunicar aos outros aquilo que é, o que sente e o que acredita. Hoje, principalmente neste cenário em que nos encontramos, tecnologicamente avançado, mais do que nunca precisamos saber nos comunicar bem, e, quando se trata de um agente público, esta comunicação precisa ser ainda mais influente.

A Comunicação é um processo importante, que permeia todas as esferas de uma organização, seja no setor público ou privado. Porém, em muitas instituições – principalmente públicas – a comunicação não é o foco da instituição e muitas vezes o agente público também não possui a concepção dessa importância.

Por consequência, a comunicação acaba por ser encarada em muitos casos como uma atividade complexa, que não é prioritária, e que acaba ficando em segundo plano. O agente público na maioria dos casos possui bastante conhecimento e experiência, mas não consegue transferir com qualidade a informação gerando solução.

 “Quando o homem se mostra incapaz de dizer claramente aquilo que deseja, seja por nervosismo, por timidez ou por obscuro processo de raciocínio, sua personalidade se anula, se ofusca ou se confunde. ” (Dale Carnegie).

O conceito da comunicação

Antes mesmo de destacar as características da comunicação do agente público, precisamos entender um pouco sobre o conceito de comunicação e as suas formas.

A comunicação é um processo dinâmico e multidimensional, onde cada palavra dita e cada movimento realizado transmite uma mensagem para alguém. A comunicação interpessoal é uma transação entre o transmissor e o receptor. (Townsend, 2002; Potter 2009).

A comunicação envolve a participação de duas ou mais pessoas, onde a mensagem é transmitida por uma e recebida pela outra, simultaneamente. Essa reciprocidade é central para o processo de comunicação, que por sua vez pode acontecer das seguintes formas segundo Stuart, 2002; Caballo, 2006; Townsend, 2002; Potter 2009:

  • Comunicação verbal – ocorre por meio das palavras escritas ou faladas;
  • Comunicação paralinguística – é o elemento gestual da palavra falada (timbre, tom, volume, clareza, velocidade, ênfase, pausas e vacilações da voz);
  • Comunicação não verbal – é a aparência física, vestuário, postura corporal, contato físico, expressões faciais e etc.

E como deve ser a comunicação de um agente público?

Pensando então, numa comunicação completa e de qualidade, o agente público precisa ser objetivo, expressar claramente suas ideias, conhecer bem o órgão em que trabalha, o público e o assunto, saber escutar, saber perguntar, entender a linguagem corporal e o tom de voz, além de ser empático.

Quando analisamos as características que a boa comunicação necessita ter, podemos inicialmente correr o risco de acreditar que o processo é muito complexo e não vale a pena, ou que simplesmente é fácil e não necessita atenção. Mas, é de suma importância que o agente público esteja totalmente convencido de que seu sucesso e consequentemente a o da organização dependem da habilidade de comunicação.

Sendo assim, de posse do conceito, a forma que a comunicação acontece e as características que o bom comunicador precisa ter, resta destacar que o agente público necessita unir toda informação aqui exposta ao atual contexto e momento da administração pública, ou seja, vivemos em tempos de transparência total, fazendo com que todos os nossos atos de comunicação sejam cuidadosamente executados e tornados o mais claro possível à sociedade.  

Autoria: Ednilson Alves

Especialista em Estratégias Empresariais e Licitações

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